sexta-feira, 25 de junho de 2010

Há momentos que o medo
brota como erva daninha
em outros o fator surpresa
interfere no curso da vida
e a temerosa solidão
da morte e despedida
vem sorrateira
nos obrigando a sair do casulo
causando efeitos diversos
e indescritíveis
Temo tanto o ter que ser adulta
Não mais ser amparada
acariciada
a angustia desde já me tortura
e a lápide em meu pensamento
se transforma em lágrima
por mais que lute...

Márcia Garcia de Carvalho 25/06/2010
Acordei ausente de mim
dores lancinantes
prenunciavam o meu fim
porém renunciei
a tristeza
e no sol deste dia resgatei
a energia e a beleza
a fé e a felicidade
a reunião com os amigos
e o sorriso
o jogo de futebol
e a torcida,
vencendo
pouco- a- pouco
o medo da vida...


Márcia Garcia de Carvalho 25 de junho de 2010

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Antes doia só a alma
agora tudo dói
sei também que tudo supera
que na agonia
existe o riso do palhaço
mas o corpo dói
e vem um grande cansaço
Uma cobrança interior,
De estar bem de corpo
e alma
Viver com serenidade e calma
sem o peso colossal de pedras gigantes
percorrendo caminhos distantes...

Márcia Garcia de Carvalho 24/06/2010
Dias diáfanos
de desordem mental
dor colossal
vem a voz da morte
e uma música
que não consigo distinguir
crise de riso descontrolada
Choro e depressão
dias de constante vazio
e prisão
correntes
em meio a calmaria
sinto-me esquisita
dopada
e amanhã acordarei
e terei que seguir um passo a frente na caminhada

Márcia Garcia de Carvalho 24/06/2010
A Luz da vela
vela minha alma
velejante pelos infinitos mares estrelados
de lágrimas
que caem
pequenos
faróis
buscando
se autoiluminar
pequenos corações
a devagar se serenando...

Márcia Garcia de Carvalho 24/06/2010
No dia do surto resolvi pintar
caixas
colar figuras
transformar a minha dor
em trabalho
útil a alguém
No dia do surto resolvi me voluntariar
E em meio a tristeza consegui com o trabalho
me alegrar
Em meio ao surto sacudi a poeira
E ajudei a alicerçar mais uma ponte
Que aos poucos vem sendo construida
com muito amor...

Vozes vem no vazio de meu ser
pereturbam por longos momentos
tremores pelo corpo
frio
e
fedor
podridão
ausência de amor
felicidade adormecida
no pequeno baú Divino onde ainda há vida...

O Sono me tonteia mesmo acordada
Os olhos ardem,
lacrimejam
rendo-me ao sepulcro
escuro
silente
tudo está acelerado em minha mente
e o delírio de morrer
vem como uma
voz suplicante
ao meu coração abatido...

quarta-feira, 23 de junho de 2010

O olhar louco cansado
quer se fechar
e o fim da estrada encontrar
espaços
vazios
terríveis
e frios
pois
o que é pior
que o agora?
a escuridão
o soluço
o semblante sem luz...
Eu não sei o que acontece
Quanto na vida
Há tanto a fazer
Mas a tristeza
Faz pouco-a -pouco
o ser morrer

Eu não sei o que acontece
Quando se ama
E de repente
o amor desaparece

Eu não sei o que acontece
Quando o grito outrora
contido
se transforma
em infindáveis
lágrimas
e ausência de luz

Não sei o que acontece
Quanto depois de tanta luta perco a vontade de lutar
e quero novamente voar...

terça-feira, 22 de junho de 2010

Loucos pensamentos
fazem me
perder os sentidos
alucinar
a qualquer
momento
meu peito
retalhado
de sangue
e o profundo
sofrimento
adeus
adeus
vida
quero partir
vem horas frias
e mórbidas
aconchega meu corpo em seu
colo me faz dormir profundamente....
Surto
sem
cessar
vozes
vem
me
dominar
a garganta
está
a se fechar
perco
o ar
e o desespero
é o meu derradeiro companheiro....

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Poesias
Criações letais
Em que mato e morro
Sou Princesa
primavera
paixão
sonhos,
solidão,
segredos
portais de pensamentos
cores e corais.

Márcia Garcia de Carvalho 4 de junho de 2010
Escrever
às vezes
è uma maneira
de tentar
esquecer
A Face desfigurada no espelho
a tinta vermelha
que colore meu mundo
nesse dia
escrever
às vezes
é uma forma
de desabafo
desse cansaço
louco
Das luzes
Que ofuscam
a visão...

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Às vezes prefiro escrever sobre dores desesperos
Apenas num desabafo e pensar
Que pessoas estão comigo a contar
Que não criar uma teatro Shakesperiano
Quero enfrentar as batalhas da vida
Com as armas do amor e da oração
Me perdoando
E pedindo perdão
Passando sempre pelo portão de luz
Dourada em que finda a dor
Quando Deus nos chama a dizer adeus
Pois aqui na Terra findou-se
a missão
porém posso agradecer pois venci
as tentações
tormentos
de tirar
minha
própria
vida
e louvar
pois até o fim senti o pulsar forte
do coração em meu peito.
Preciso pintar novamente meu mundo
Com pincéis de coloridos de sonhos
Visualizar sóis risonhos
Dias felizes
Sem perder a fé
e a vontade de viver
Preciso colorir meu mundo
Com pincéis do amor profundo
Resgatando na vida o sentido de viver
Rezar nos momentos de desespero
Renascer
Pois
A esperança
ainda que que distante
é minha grande amiga
está ao meu lado a cada instante.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Estou caminhando pelo vale dos suicidas
A solidão é arrebatadora
A dor destrossa o peito
Faz o sangue escorrer com mais intensidade
e então a saudade do que não foi
do que poderia ter sido
melancolia
missa negra
magia
tempestade
terror
furor
e bacanal
Confusão mental....
O Coração chora
sem cessar
o desespero
novamente
a me rondar
pelas ruas
nas noites
nuas
cruéis
onde numa mesma
noite executo
vários papéis...
perdida
quase sem vida
morta
na infinita despedida...


se me for na hora cinza
ainda haverá canção
e eu estarei gemendo
no vale dos suicídas...