sábado, 20 de outubro de 2007

Vivemos a cada instante...


Meus punhos estão cerrados,
O sangue jorra,
Jorra o sangue,
Sangue da vida.

Morro a cada minuto, mas o sangue da vida é como a seiva de orvalho,
Que cae no campo,
E faz brotar a rosa do infinito,
E a cada instante vivo,
E a cada minuto morro.

Um olhar surge ao longe,
Vê o meu pulso cerrado,
Caminha lentamente,
E ao vislumbrar o sangue,
Toca lentamente em meu coração,
E o pulso cerrado pela solidão,
Fecha-se, e novamente,
Jorra o sangue da vida,
Para que eu morra a cada minuto
E renasça a cada segundo.

Márcia Garcia de Carvalho 9/08/1997
Visão distorcida



Tudo era distorcido;
Tudo era sem sentido;
Não enxergava nada;
Até enxergar Cristo.
Então esta visão distorcida;
Passou a ser uma visão de luz;
E passei a crer em Cristo Jesus.

Oh! Vento do Espírito Santo;
Guia Senhor as pessoas que não te conhecem;
E blasfemam contra ti pois elas não sabem o que fazem;
Mostra Pai a essas pessoas tua estrela de luz...
Violetas Vagam

Violetas vagam pela vida,
E anunciam a despedida,
O fim do toque do violão,
A sombra sozinha,
Como um fantasma,
Vem enegrecendo o luar,
Velas, apenas velas se acendem,
Na escuridão da noite,
Velas velam as almas,
Em busca de calma,
Entre os lírios celestiais,
Buscando alcançar o paço eterno...


Márcia Garcia de Carvalho
Viajores



Somos viajores,
Peregrinos, na esfera terrestre,
Caminhando a cada instante rumo a evolução, e muitas vezes para que ocorra a evolução é necessário o sofrimento, pois o sofrimento purifica e nos conduz a alegria plena.
O homem pode ser comparado a árvore que seca durante o inverno e torna-se viçosa ao chegarem as primeiras chuvas.
O homem em sua essência foi criado para evoluir, e creio que não evoluiria se não sofresse, afinal o seu sofrimento advém de seus questionamentos interiores, com relação a suas atitudes, buscando adequar as mesmas a determinados padrões sociais pré estabelecidos, e quando estas atitudes fogem a este padrão, o ser humano tende a entrar em conflito consigo mesmo e começa a apresentar dificuldades no relacionamento e relacionar-se é uma arte, e como tal exige um aprimoramento diário e contínuo, através dos séculos, milênios...
A essência egoística do homem o conduz ao mais profundo abismo, perdido em seus problemas esquece-se muitas vezes de estender a mão ao próximo e ajudá-lo com seus problemas, pois todos temos problemas, para que evoluamos. E perdido em nossos problemas, desdenhando da vida muitas vezes deixamos de ajudar e sermos ajudados.
Nos envolvemos de tal forma com o mal que nos esquecemos de nossa essência divina, e somente quando o homem lembrar-se desta essência buscando aprimorá-la de modo que possa se tornar cada vez menos humano e mais divinizada.

Márcia Garcia de Carvalho
Viagens loucas...

Viagens;
Loucas;
Metamorfoseantes;
Rumo ao ser infinito;
Rumo a novas primaveras;
Em meio ao inverno;
Rumo ao prisma de luz em meio a escuridão...
Vento Ventania


Vento, ventania,
Veleja por olhares distantes,
Que vagam por lugares inexplorados,
Trazendo de volta a luz,
Outrora perdida,
Um sopro,
Uma essência de vida.

Vento, ventania,
Vaga entre canteiros sem flores,
Ruas sozinhas,
E já sem amores,
Despi as sombras da noite,
Vestindo-me com as estrelas....

Márcia Garcia de Carvalho
Ventos de outono



Minha vida é como um vento,
Um vento..
Um vento outonal,
Que derruba as folhas amareladas,
Dando lugar a novas folhas,
Folhas verdes,
Verdes folhas...
Folhas de saudade...
Folhas que trazem de volta sonhos,
Escritos num papel,
A voar pelo imenso céu,
Céu imenso,
Em que também voam as gaivotas,
Regressando após um inverno rigoroso...


Márcia Garcia de Carvalho 28-05-2002
VASSOURAS



Não quero ser apenas louca;
Quero ser mais do que louca,
Pegar carona nas vassouras da vida,
Voar entre as drogas e a bebida
Já levei muita vassourada na vida,
Sou cadela louca perdida,
Em tantas desilusões
Quero pegar carona em um avião, carro, jeti-ski, na contramão,
Capotar, cair, mais do que me machucar,
Morrer, suicidar,
Não quero mais levar vassouradas da vida,
Quero repousar na cabana do sonho,
Colher flores da esperança,
E ver a luz,
Não apenas vassouradas ao meu redor.

Márcia Garcia 22/09/97

Uma Nova Manhã

Uma nova manhã...



Uma nova manhã irá raiar,
Um novo e belo sol irá brilhar,
Uma nova chuva cairá,
E surgirá uma nova florada primaveril,
Todas as flores mortas reviverão,
Todos os sonhos esquecidos,
Serão lembrados,
Tudo que foi destruído renascerá,
O ser que quer ser será,
O nada acabara,
E o tudo renascera,
A luz jamais irá se apagar,
E das trevas surgirá um novo luar...

Márcia Garcia de Carvalho 31/12/1993

A Aurora da Manhã

A AURORA DA MANHÃ





Na aurora de uma nova manhã;
Minhas lágrimas orvalhadas;
Caem em meu ser, como um rio espelhado;
E em suas margens;
Surge o passado em meu ser;
Que vê em todos os lugares;
O misticismo do viver;
Em antigos lares;
A emanarem uma bela poesia;
Impressa em folhetins;
Que me conduz ao jardim;
Onde paira a boemia;
E livre danço;
Embalado por uma suave canção;
Canção da imensidão.
Na aurora de uma nova manhã;
Busco no interior de minha existência;
O sentido de existir;
E a magia de sorrir.
Na aurora de uma nova manhã;
Busco no interior de minha existência;
O sentido de existir;
E a magia de sorrir.
Na aurora de uma nova manhã;
Sonho acordada;
E encontro olhares distantes;
E em meu ser enlouquecido;
Louco pelo esquecimento;
De antigos presságios que me atordoam;
E antigas vozes que ecoam.
Na aurora de uma nova manhã;
Meu ser está banhado pelo sangue;
De meu existir que impede-me de sonhar;
Tenho pesadelos, e sufocada estou a gritar.




Márcia Garcia de Carvalho

A Vida...

A Vida...


A vida,
Esta que Freud tentou entender,
A vida que o poeta tentou escrever
A vida
???

A vida
Morte
Revida


???

???




Márcia Garcia de Carvalho
A alma de um poeta é como uma estrela,
Estrela sozinha,
No ermo deserto,
Buscando outra estrela por perto.

A alma de um poeta é como uma estrela,
Uma estrela que chora e molha os jardins,
Faz florescer as roseiras,
Frutificar as amoreiras.

A alma do poeta é como uma estrela,
Uma estrela infinita,
Infinita estrela angelical...

Márcia Garcia de Carvalho 04-04-03