Lágrimas molham os lírios
Das lembranças dos mais remotos sonhos
e esperanças
dos cânticos angelicais cantados por crianças em seus corais
cantigas outrora de ninar
vela do amor
que a violência e a droga vieram com suas Bazucas apagar
e vidas inocentes ceifar
Aonde estão as crianças de outrora
Antes no quintal chupando amora,
subindo nos pés de manga
Ao som do rap crianças estão a fumar
E o crack a saúde física,
a sanidade mental
estão a acabar
com seus oito anos no quintal chupando amora
A que tristeza sinto...
Já fui criança e não minto brinquei de pique-esconde
Chupei manga
Nadei na repressa da fazenda de meus tios
Que saudade gostosa que sinto dos meus 8 (oito anos)
Que tristeza sinto ao ver uma criança morrrer de overdose
num baile funk,
ou num beco qualquer
Nos seus oito anos
o caixão e seu destino
olhar petrificado
e sem como ajudar...
Márcia Garcia de Carvalho
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