Vivemos a cada instante...
Meus punhos estão cerrados,
O sangue jorra,
Jorra o sangue,
Sangue da vida.
Morro a cada minuto, mas o sangue da vida é como a seiva de orvalho,
Que cae no campo,
E faz brotar a rosa do infinito,
E a cada instante vivo,
E a cada minuto morro.
Um olhar surge ao longe,
Vê o meu pulso cerrado,
Caminha lentamente,
E ao vislumbrar o sangue,
Toca lentamente em meu coração,
E o pulso cerrado pela solidão,
Fecha-se, e novamente,
Jorra o sangue da vida,
Para que eu morra a cada minuto
E renasça a cada segundo.
Márcia Garcia de Carvalho 9/08/1997
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