quinta-feira, 26 de março de 2009

Amor Demente

Amor Demente




O amor,
A paixão,
Atração física,
Loucura ou total obsessão...

Como querer bem alguém,
Se este bem que também lhe quer bem,
Mas não quer ser o seu bem...

Como expulsar este amor insano,
Que só existe no pensamento,
Que me persegue a cada momento...

Momento...
Se tudo não passasse de um breve momento,
Seria breve também o meu amor,
E a vida acalentaria a minha dor...

Como queria tirar este amor demente,
De minha mente, que luta para que não fique demente,
De amor,
E tenta esquecer esta imensa dor...

Não posso viver eternamente,
Um amor de juventude,
Tenho que valorizar as minhas virtudes...

Esquecer...
Desligar-se desta realidade,
Como se existisse apenas uma bonita saudade...

Porém temos saudades apenas de quem vai,
E tu não foste embora,
Mas está em meu coração,
Como a mais louca de todas as obsessões...

Como negar este amor,
Quando se ama é impossível negar,
Pois o amor está em um simples olhar,
No modo de se expressar...

Tenho que achar um jeito,
De reconstruir meu peito dilacerado,
Quero encontrar alguém para estar ao meu lado
E lado a lado,
Dançar,
Cantar,
Sentir a pele de outro querendo sentir a tua...

E no romantismo da noite fria,
Receber um buquê de rosas,
E canções de amor,
Vindas de tua boêmia...

O amor hoje me é uma palavra fria,
Porque de que adianta amar se tudo é virtual,
Se apenas sexo importa,
E tudo mudou,
Do romantismo que sonhei,
Nada ficou...


Márcia Garcia de Carvalho 19/10/2000

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