Estados Emocionais
Hoje meu estado inclui um medo, medo da realidade, medo do que eu possa fazer com as pessoas , magoá-las devido ao meu temperamento agressivo e explosões repentinas (apesar de que essas explosões já melhoraram um pouco) medo de perder e não conseguir me reerguer sozinha. Tenho plena consciência de que preciso me controlar mais principalmente agora que minha mãe está frágil.
Preciso arrumar toda essa bagunça interior, para arrumar a bagunça do meu quarto, sinto muita dificuldade de organização.
Às vezes meus pensamentos viram um turbilhão de lembranças do passado e planos para o futuro.
Mais uma vez estou na tentativa de aprender a me relacionar, para posteriormente que sabe ter mais amigos, quem sabe até amigos mais velhos que eu.
A vida parece complicada.
Viver exige limites.
Convenções sociais em que às vezes é difícil de lidar.
Dizem que o homem não é uma ilha, porém considero que muitas vezes é necessário sermos ilhas:
Ilhas de pensamento,
Ilhas de cura,
Ilhas de esperança . E ficar sozinho às vezes é necessário.
Voltar a ser feto.
Voltar a ser criança.
Não ter responsabilidades.
“Sei que ainda sou uma garotinha esperando o ônibus da escola. Uma menina má.”
Sei que tenho que tentar superar a angústia latente em mim, de modo que eu possa conviver pacificamente comigo mesma e com as outras pessoas.
Aceitar a mim mesma.
Sentir-me feliz apesar de...
Frustrações,
Derrotas,
Quedas.
Aprender a levantar eis um grande desafio.
Ser águia e voar infinitamente alcançar altitudes jamais alcançadas, ousar ser feliz..
Fazendo da felicidade um constate estado de espírito, ser feliz em meio às dores do mundo, porém como ser feliz?
Atingir o equilíbrio?
Ser forte diante de situações difíceis?
Como viver “e não ter a vergonha de ser feliz e cantar e cantar...”
Viver sem sentir-me fracassada? Como?
Sinto-me como um copo descartável, pois a qualquer instante pessoas a vida inteira , me usaram e abusaram de mim, usaram a minha inteligência e capacidade intelectual. Outras me dizem que sou inteligente, mas não me ajudaram em nada, principalmente a conseguir um emprego. Quantas palestras fiz no Magistério de Cajuru sem ter nenhum reconhecimento. Quantas vezes me esforcei ao máximo e o que recebi em troca nada.
Sinto-me mal com o mundo, injustiçada pela sociedade, decrépita e preconceituosa.
Às vezes gostaria de morrer,
Viajar,
Apagar,
Seria a melhor solução para mim.
Sentir-me livre flutuando pela luz que cega os seres humanos.
Sinto-me jogada para as traças, corroída por dentro e a angústia impede-me de libertar meu ser.
Quem sabe num novo renascimento consiga superar todos os obstáculos.
Márcia Garcia de Carvalho 1/3/2009 10:29:18
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