domingo, 15 de março de 2009

CARTA A MEU PAI



Queria lhe abraçar...
Acariciar teu rosto moreno...
Dizer palavras nunca ditas antes; mas no momento as palavras se silenciaram.
E tu, oh Poeta, partiste além do arco-íris iluminado e deixaste apenas a canção tocada em seu violão,
Acordes mágicos, canções celestiais executadas com divina maestria,
Acordes que constróem uma ponte entre a imensidão e, como um pássaro, leva-nos ao reencontro;
Acordes que nos conduzem até Deus, e com tuas vibrações e, tonalidades traduzem a calma e a paz que sempre buscastes, oh Poeta...
Teus acordes pertencem ao meu coração,
Teus sonhos, hoje são meus;
Em meu peito fica o soluço,
Um grito engasgado de adeus...


Márcia Garcia de Carvalho
Maio 1998

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